📢 É #FAKE que chips importados… | De Taiwan foram usados para fraudar urnas nas eleições

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📰 É #FAKE que chips importados de Taiwan foram usados para fraudar urnas nas eleições

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É #FAKE que chips comprados em Taiwan para urnas fraudaram eleições — Foto: Reprodução

É #FAKE que chips comprados em Taiwan para urnas fraudaram eleições — Foto: Reprodução

Circula nas redes sociais um cartaz com uma mensagem dizendo que chips comprados em Taiwan para urnas eletrônicas foram usados para fraudar as eleições no Brasil. É #FAKE.

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Selo Fake (Horizontal) — Foto: g1

Selo Fake (Horizontal) — Foto: g1

🔴 Como é a publicação?

  • O cartaz viralizou no início de agosto em dezenas de posts no TikTok.
  • Ele tem uma ilustração representando Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, respectivamente ministro e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
  • O texto diz: “Escândalo nacional! Urgente. Ministros golpearam as urnas. Barroso e Moraes mandaram fabricar mais de 250 mil chips em Taiwan para fraudar as eleições! 16 milhões para deputados”.

⚠️ Por que #É FAKE?

Em 3 de agosto, o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou uma nota intitulada “Viralizou: é falso que ministros mandaram comprar chips em Taiwan para fraudar as urnas”. O texto diz: “Os referidos ministros não mandaram fabricar 250 mil chips em Taiwan. A desinformação surgiu da interpretação equivocada de uma reportagem do UOL sobre a crise mundial de semicondutores durante a pandemia de Covid-19, que afetou a produção de eletrônicos, incluindo as urnas eletrônicas brasileiras”.

O texto cita: “A urna eletrônica nacional é um projeto específico, desenvolvido com arquitetura de segurança única. Ela utiliza componentes e semicondutores de mercado, fornecidos ‘limpos’ de fábrica”. De acordo com o TSE, duas empresas taiwanesas forneceram quatro chips:

  • um para gerar o áudio que sai da placa-mãe e chega ao fone de ouvido de eleitores com deficiência visual;
  • e outros três usados para controlar partes das urnas (terminal do mesário, fonte e teclado).

O comunicado finaliza: “As informações de criptografia e os demais conteúdos residentes nos semicondutores são inseridos exclusivamente no Brasil, na presença de servidores do TSE, conforme previsto em edital de contratação da empresa fabricante. A lista desses componentes e o esquema elétrico da urna são disponibilizados aos participantes do Teste Público de Segurança da Urna (TPS)”.

O Fato ou Fake mostrou o cartaz ao professor de engenharia de computação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) Marcos Simplício Junior. Desde 2021, ele é coordenador do convênio entre a USP e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para orientação de segurança das urnas. Também coordena a Comissão Especial de Segurança da Sociedade Brasileira de Computação.

“Tecnicamente, a alegação não faz sentido”, afirmou. Ele explicou que um fabricante estrangeiro não sequer teria como saber exatamente como os chips seriam usados dentro do sistema, caso quiesse “inserir” uma fraude eficaz. Além disso, se houvesse participação do TSE em uma suposta fraude, os chips seriam desnecessários, já que a Corte eleitoral teria acesso ao software e ao firmware (espécie de “manual de instruções” que fica no chip) das urnas.

Além isso, uma ação criminosa seria detectada pelos mecanismos de auditoria do sistema eleitoral, especialmente o teste de integridade, no qual votos simulados são registrados e comparados ao resultado apresentado pela urna.”

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📌 Fonte: G1

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